Exercício Físico x Depressão

Exercício Físico x Depressão

Sabe-se que os exercícios físicos promovem a liberação de endorfina pelo cérebro, hormônio do prazer, e de outros neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar.

Um grupo de pesquisadores desenvolveu um estudo que avaliou a relação entre a prática de exercício físico e a incidência de depressão, publicado na revista American Journal of Psychiatry, em 25 Abr 2018. Foram analisados dados de mais de 265 mil pessoas de 20 países diferentes e o estudo concluiu que independente de idade ou localização geográfica, a atividade física funciona como preventiva da depressão.

O estudo afirma que aqueles que não tem depressão hoje tem um risco menor de desenvolver depressão no futuro se fizerem atividade física. Em seis trabalhos analisados verificou-se que ao completar o nível de atividade física recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de 150 minutos de exercício moderados por semana, se reduz em 32% a probabilidade de desenvolver depressão.

A prática de atividade física acelera a regeneração neural, e esta é uma das formas pela qual ela pode ajudar na prevenção do transtorno depressivo.

A longo prazo, pessoas com depressão acabam com partes do cérebro atrofiadas, como o hipocampo e o córtex pré-frontal, e a atividade física também diminui o risco de isso acontecer. Então a superação da doença tem a ver com a regeneração neural e esse estímulo ao neurônio é o que ajuda a entender os reflexos positivos de longo prazo e o efeito terapêutico depende da regularidade em que os exercícios são praticados.

Referência bibliográfica
Physical Activity and Incident Depression: A Meta-Analysis of Prospective Cohort Studies.
Schuch FB¹, Vancampfort D¹, Firth J¹, Rosenbaum S¹, Ward PB¹, Silva ES¹, Hallgren M¹, Ponce De Leon A¹, Dunn AL¹, Deslandes AC¹, Fleck MP¹, Carvalho AF¹, Stubbs B¹. Am J Psychiatry. 2018 Jul 1;175(7):631-648.